O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou, na segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ...
O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou, na segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A decisão foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva em 18 de setembro e publicada no Diário Oficial da União.
Segundo a portaria, a demissão ocorreu em razão de uma infração disciplinar caracterizada como abandono de cargo, após o servidor ter faltado injustificadamente ao trabalho por período superior a 30 dias consecutivos.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal como escrivão em 2010 e exerceu a função em unidades de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos e São Paulo (SP) e Angra dos Reis (RJ), conforme registro da Câmara dos Deputados.
O ex-deputado estava afastado das atividades da PF em razão do exercício do mandato parlamentar. Em dezembro de 2025, porém, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda de seu mandato por faltas. O ato oficial registra que Eduardo deixou de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas da Câmara naquela sessão legislativa.
A demissão encerra o vínculo funcional de Eduardo Bolsonaro com a Polícia Federal. A medida ocorre após um período em que ele deixou o Brasil e passou a viver nos Estados Unidos. Segundo declarações atribuídas ao próprio ex-deputado, a mudança para o país ocorreu, entre outros motivos, por alegações de perseguição política e jurídica no Brasil.
A decisão do Ministério da Justiça reacende o debate político em torno da situação do ex-deputado e de sua trajetória profissional e parlamentar.
Por SimãoDiasNews.com.br
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