O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou o inquérito das Fake News para apontar possíveis crimes atribuíd...
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou o inquérito das Fake News para apontar possíveis crimes atribuídos ao ministro André Mendonça e pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de uma ação contra o colega. As suspeitas foram apresentadas em decisão assinada na noite desta quinta-feira (3).
Segundo Moraes, relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam possíveis irregularidades na atuação de Mendonça em investigações relacionadas às operações Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, e Compliance Zero, envolvendo o Banco Master. Entre as suspeitas estão interferência na condução de investigações, participação irregular em tratativas de delação premiada e suposto direcionamento de alvos por razões pessoais e políticas.
Os documentos citados na decisão mencionam, entre outros nomes, o próprio Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Um dos relatórios afirma que Mendonça teria demonstrado interesse na abertura de uma investigação contra Moraes. No caso de Alcolumbre, o documento levanta a hipótese de que o senador poderia ser considerado um alvo estratégico devido à sua influência política e ao controle da pauta do Senado, inclusive em relação a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
A decisão também cita supostas diferenças de tratamento de Mendonça em relação a integrantes do STF e menciona referências a ministros como Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também aparecem nos relatórios, que apontam desconfianças atribuídas a Mendonça em relação à atuação de ambos.
Moraes ainda questionou a forma como Mendonça teria determinado diligências relacionadas ao caso Banco Master. De acordo com o relatório citado, investigadores da PF foram chamados ao gabinete do ministro e receberam uma cópia física de uma decisão que ainda não estava assinada, procedimento classificado pela Polícia Federal como “atípico”. O episódio ocorre em meio ao aumento da tensão entre os dois ministros, após Mendonça retirar, na terça-feira (1º), o sigilo de relatório da PF com mensagens e registros de contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Por SimaoDiasNews.com.br
Conectando você aos fatos

COMMENTS