O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury , apresentou neste sábado (29), durante entrevista à Globo, propostas relac...
O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, apresentou neste sábado (29), durante entrevista à Globo, propostas relacionadas à segurança pública, à estrutura do governo e à política externa. Entre as ideias defendidas pelo candidato estão a criação de um Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, o emprego de drones em ocorrências de violência contra mulheres e a preparação de embaixadores e funcionários das representações brasileiras no exterior para atuarem como influenciadores digitais.
Ministério da Inteligência Artificial
Cury afirmou que pretende promover uma redução de oito a dez ministérios com o objetivo de diminuir os gastos públicos. O candidato, entretanto, não informou quais pastas poderiam ser eliminadas e disse que será necessária uma “análise criteriosa” antes de definir a nova estrutura do governo.
Apesar da intenção de diminuir o número de ministérios, Cury argumentou que algumas áreas precisariam receber novas estruturas. Entre as propostas estão a criação de um Ministério da Segurança Pública e de uma secretaria executiva ou Ministério da Inteligência Artificial e Robótica.
Na avaliação do candidato, a criação de uma estrutura específica para inteligência artificial e robótica seria urgente diante dos possíveis impactos dessas tecnologias no mercado de trabalho.
“Se nós não tivermos uma secretaria executiva ou o Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, o Brasil vai ser atropelado e pode ser que haja dezenas de milhões de desempregados, e ninguém fala sobre isso”, declarou.
Cury acrescentou que, embora pretenda reduzir o tamanho da estrutura ministerial, algumas áreas precisariam ser ampliadas de maneira imediata.
Uso de drones no combate ao feminicídio
Na área de segurança pública, especialmente no enfrentamento da violência contra a mulher, Augusto Cury defendeu uma mudança na forma de atuação das forças policiais, com maior utilização de recursos tecnológicos e uma postura mais preventiva.
Uma das propostas apresentadas é a utilização de drones acionados diretamente pelas delegacias em situações de violência contra mulheres. Segundo o candidato, os equipamentos poderiam ser enviados ao endereço informado antes da chegada das equipes policiais e emitir um sinal sonoro de alerta.
“[O drone] se aciona na delegacia, ele sai da delegacia antes do policial e ele faz uma sirene de alerta. E isso pode evitar que o predador, que age rapidamente, possa matá-la ou agredi-la”, afirmou.
Cury também sugeriu o desenvolvimento de um aplicativo por meio do qual mulheres poderiam acionar diretamente as delegacias em situações de emergência.
Ao ser questionado sobre as dificuldades provocadas pela falta de infraestrutura de internet em determinadas regiões do país, o candidato reconheceu que a ferramenta não poderia funcionar em todas as cidades.
Ainda assim, defendeu que, onde houver acesso, o recurso poderia acelerar o atendimento policial.
“Se tiver um aplicativo, certamente esse botão de alerta faz com que policiais sejam acionados mais rapidamente para socorrer”, disse.
Embaixadores como influenciadores digitais
Sobre a política externa e a relação do Brasil com Estados Unidos e China, Cury afirmou que os diplomatas de carreira deveriam continuar responsáveis pelas questões consideradas mais importantes, especialmente aquelas relacionadas à pacificação.
“Nas tarefas mais importantes, para pacificação, tem que ser diplomatas do mais alto nível”, declarou. O candidato, porém, não detalhou durante a entrevista qual seria sua estratégia específica para posicionar o Brasil diante das duas potências.
Ao apresentar sua visão sobre o funcionamento das embaixadas brasileiras, Cury afirmou que o Itamaraty é “perito em pacificação”, mas deveria também desenvolver maior capacidade para promover os interesses e a imagem do país no exterior.
O candidato propôs uma “repaginação” das embaixadas e defendeu que diplomatas e demais funcionários fossem capacitados para atuar como influenciadores digitais, sem que isso representasse aumento de despesas.
“Nós, em destaque, deveríamos treinar os embaixadores e também os colaboradores para serem influenciadores para vender melhor o Brasil lá fora, porque o Brasil não é vendido bem lá fora”, afirmou.
Na avaliação de Cury, o Brasil deveria reforçar sua imagem internacional como “supermercado do mundo e não como fazenda”. Ele também defendeu uma mudança na forma como o agronegócio brasileiro é apresentado no exterior.
Segundo o candidato, é necessário melhorar a percepção internacional sobre o setor, argumentando que os agricultores brasileiros são frequentemente retratados de maneira negativa.
“O agricultor é vendido lá fora como se fosse um vilão”, afirmou.
Fonte: G1

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